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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O SUICÍDIO



Não há nenhuma declaração específica sobre suicídio na Bíblia!

A não ser que tenhamos o mandamento "não matarás" como uma declaração de atentado contra a própria vida, o que ficaria implicitamente entendido do ato suicida. Porém, permanece o fato das Escrituras nada dizer sobre os suicidas, nem a priori e nem a posteriore.

A "idéia" de atentar contra a própria vida não é nem ventilada entre os personagens bíblicos. A própria angústia experimentada por alguns personagens bíblicos como no caso de Elias que pediu a que Deus levasse a sua alma, ou como no caso de Jó, que amaldiçoou o dia em que nasceu, nos sugere o quanto esta "hipótese de fuga" da realidade estava descartada deles atentarem contra si mesmos. Só Deus, o autor de toda a vida, tinha esse direito. Eles podiam ser tudo, menos suicida!

Porém, há na Bíblia quatro narrativas de personagens que cometeram suicídios e que mesmo assim, seus motivos ficaram bem explícitos em razão do ato cometido. Vejamos:

SANSÃO: (Juizes 16:30)  Não houve intenção de se matar sem um propósito. Sansão era um guerreiro valente e solitário; houve uma estratégia de combate pessoal onde sua morte mataria mais opressores filisteus que ele mesmo matou em toda a sua vida. Era o ápice de uma peleja solitária que marcou toda a sua vida contra os vizinhos opressores.

SAUL: (I Samuel 31:5) O ato do rei foi um gesto de orgulho pessoal de um soldado-líder. Saul sabia que o seu reinado havia chegado ao fim. Seu estado de confusão mental era enorme e que piorou no campo de batalha. Ali, num fim de combate, tirar a vida se lançando sobre sua própria espada, foi a única saída honrosa que encontrou.

AITOFEL: ( II Samuel 17:23 ) Mais sábio que os conselheiros do filho do rei, na ocasião, ao ser ignorado, Absalão seria derrotado, presumindo exatamente o vexame que iria enfrentar em relação a Davi, Aitofel preferiu então se matar.

JUDAS: (Mateus 27:5) - O caso clássico mais comentado e tido como um referencial de perdição e destino final ao inferno.
Jesus chamou Judas de "o filho da perdição". De alguma maneira Jesus sabia que Judas ia se perder. Essa denominação de Jesus a Judas pode ter dois significados: Judas não seria alcançado com o perdão e restauração como aconteceu com Pedro em função de seu ato desesperado e premeditado. Não daria tempo; Judas se enforcaria, e com seu estado mental de remorso, não se conseguiria trazê-lo de volta ao sentimento de perdão e graça. A presença do diabo é marcante e reveladora nos episódios em que se manifesta o ato de traição de Judas (João 17:12). Seu estado de perdição se converteu numa perdição mental, fisica e espiritual.


Quanto aos dias de hoje, as razões que levam uma pessoa a cometer tal atentado contra a própria vida, não nos cabe nenhum tipo de julgamento. As religiões ditas cristãs - o catolicismo, o espiritismo e o protestantismo - dogmatizaram o suicida como um ser condenado e supostamente perdido e vagueante por toda a eternidade mas a Bíblia nada tem a dizer sobre isso. Só Deus conhece os momentos finais e o estado mental de uma pessoa  no momento de grande violência contra si mesmo. Não acredito que todo suicida "se perdeu por toda a eternidade". A misericórdia de Deus vai além dos nossos dogmas e julgamentos.


Subjetivamente, a humanidade toda é suicida. Até mesmo nesse exato momento.


Reinaldo de Almeida.

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa tarde! Sou católica e passo neste blog apenas para informar que de modo algum a Igreja Católica condena os suicidas, pois não cabe a nenhum de nós aqui na Terra condenar qualquer ser humano. A Igreja Católica cumpre seu papel, de orar para que a misericórdia de Deus alcance todas as almas, especialmente as mais sofredoras.
Obrigada

Andrea Vaz