domingo, 16 de setembro de 2012

O TEMPO (parte 1)


Creio que escreverei o óbvio aqui!
Embora sabendo que escreverei o que é simples e lógico, creio que a maior parte das pessoas teve pouco tempo para pensar em algo tão importante quanto à questão do tempo.

A vida é constituída de tempo sobres tempos.
Tempo em nosso mundo ocidental linear.

Todavia o tempo é algo extremamente flexível, dobrável, cíclico, muito embora o nosso relógio indique o contrário em sua marcação de segundos, minutos e horas.
Nesse pequeno texto, quero levar o leitor a pensar e a considerar a flexibilidade do tempo em todas as suas variáveis, flexibilidades, e com isso abrir uma porta que possibilite uma melhora da qualidade de vida e que também abra uma segunda porta, portal esse  quanto a interpretação mais lógica e elástica dos textos bíblicos que trabalham com a importância do tempo relacionado à escatologia e profecias a se cumprirem.

Talvez esse assunto mexa com o sentido geral da inflexibilidade do tempo linear, sequencial, duro, em que a maioria dos seres humanos estão condicionados, condicionamento este, que tanto a Bíblia como a Física, dentre ela, a teoria de Albert Einstein, sobre o espaço-tempo, se recusam a se tornarem reféns.

Quero repetir isso de outra maneira:
Essa ditadura do tempo linear, sequencial, inflexível do relógio ocidental não existe mais, nem na Física quântica e subatômico, nem do ponto de vista de muitas culturas humanas que existem ou deixaram de existir, como por exemplo, os maias, os hopis e os incas e nem na Bíblia. Culturas antigas como também  os babilônicos, gregos, hindus, budistas e outras, possuíam um calendário mais completo e mais lógico para a medição do tempo.

Esta ditadura inflexível e mensurável que usamos para ler o tempo hoje é praticamente coisa dos tempos modernos (faço aqui uma alusão ao filme "Tempos Modernos" de Charles Chaplin) e industrializados e  de uma cultura fortemente capitalista e ocidental.

Os povos do passado e  de algumas culturas da terra ainda se baseiam sua medição do tempo de uma forma bem diferenciada da nossa.
A Bíblia, que ignora totalmente nossa maneira ocidental e filosoficamente capitalista de fazer uso e medição do tempo, foi originalmente concebida numa cultura oriental (Oriente Médio), por mais de 40 escritores genuinamente do Oriente Médio  e que tiveram por transcendência, a missão de registrar assuntos do Eterno,  e  onde a máxima do tempo presente que diz que o “tempo é dinheiro” é desconhecida do conceito bíblico.

Lamentavelmente é com esses olhos ocidentais e materialista é que nos aproximamos das Escrituras Sagradas para -la e deixamos sua interpretação mais profunda para os teólogos e líderes eclesiásticos fazerem, isso quando fazem, pois na maioria das vezes não é feito. Então temos quase sempre, uma incoerência da interpretação oral daquilo que foi escrito. A Bíblia é intrinsecamente judaica, grega e aramaica em seus escritos; a questão da distancia, do tempo, do espaço físico, cultural  e geográfico, são totalmente ignorados na maioria das vezes na sua abordagem, hoje.
Espero e oro para que este pequeno opúsculo possa ajudar ao leitor, tanto nesta regra básica da leitura bíblica, como expandir sua maneira de “ler” o tempo, e com isso, nos arremessar para um aproveitamento qualitativo e quantitativo do nosso tempo de vida.
Pretendo assim, que esse seja a continuação ou mesmo o segundo volume do meu livro já publicado pela editora Roca “O que fazer quando nada acontece”, onde trabalhei com o conceito do tempo “kairós" *.

continua...

 Reinaldo de Almeida

*O Que Fazer Quando Nada Acontece: Quando Deus Não Tem Pressa
R. ALMEIDA Editora Roca 

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