domingo, 23 de agosto de 2015

A Igreja brasileira é a pior igreja do mundo.



A Igreja brasileira é a pior igreja do mundo.

Essa frase foi dita por um missionário batista sul-coreando quando de passagem por aqui, pregou numa igreja na cidade de Curitiba e em Maringá, no Estado do Paraná.

Talvez seja força de expressão uma vez que não seja possível fazer um exato diagnóstico dessa nossa situação. A própria fragmentação da igreja brasileira impossibilita tal verificação. De fato, não há nenhum ramo denominacional saudável e visível que nos ajude a contestar tal análise pelo nosso querido irmão sul coreano.

Há muito tempo que venho percebendo esse cenário sombrio e horroroso do movimento cristão-católico-evangélico-espírita no Brasil. Parece, e espero que seja apenas uma falsa impressão, que aqui tudo que é certo e bom, acaba se descambando e escorregando para o lado mais horrível e perigoso da coisa.

O cristianismo brasileiro é uma colcha de retalhos institucional e denominacional. Do mesmo tronco católico-romano-histórico-português-medieval, surgiram milhares de grupo e subgrupos, e dentre os três ramos mais visíveis dessa árvore religiosa, estão os católicos, os protestantes e os espíritas. Todas as demais expressões religiosas conhecidas e percebidas por nós vieram desse tripé histórico religioso. Até mesmo grupos como os Testemunhas de Jeová, Adventistas, Mórmons e os espíritas kardecistas, se vieram "tipo exportação" de solo norte-americano e francês para cá, encontraram em solo brasileiro um terreno fértil para se multiplicarem e se ramificarem.

O interessante, é que o cenário político e econômico no Brasil se compactua, se assemelha, se associa e se expressa exatamente ao cenário multi cultural e religioso, formando uma única identidade desse povo e dessa nação. A bagunça advinda dessa suposta liberdade de expressão que ignora sua falta de conhecimento, entendimento e discernimento de suas raízes na colonização católica medieval, tupi guarani e de escravos africanos; dessas três matrizes nacionais, surge uma sociedade da qual milhares de tons religiosos formam o movimento religioso no Brasil. Além disso, camadas de movimentos e de modismos norte americano, asiático e europeu se sobrepõe nessa cultura, somando-se à isso o problema da falta de educação e alfabetização nas camadas mais pobres dessa maioria que compõe a base piramidal dessa população brasileira . 

Se é possível, desse jeito, em poucas linhas descrever o fenômeno religioso, cultural e histórico brasileiro no qual essa "pior igreja evangélica do mundo" surgiu, conforme as palavras do sul coreano, seria essa a análise simples e resumida que justifica o que de pior nasceu dessa miscigenação do povo brasileiro. 

Muitos turistas estrangeiros se assustam, admiram e estranham esse nosso jeito brasileiro de ser. Parece que aqui vale tudo, permite-se tudo e tudo é normal no nosso universo diversificado de ser!


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