quinta-feira, 30 de março de 2017

O Estado como religião



Fico impressionado com a força psicológica, social e espiritual em que o Estado brasileiro atua como uma espécie de religião e com a intensidade espiritual que provoca inquietações na sociedade brasileira.

É óbvio, não podemos deixar de entender que esse sentimento é resultado da nossa raiz histórica, cultural e política em que descendemos. Nossa matriz católica européia, conjuntamente com décadas de regime militar e agora, numa democracia manchada pela corrupção e mal-caratismo dos nossos políticos, isso tudo explica a força das decisões dos bandidos de Brasilia.

Percebo também como a "Igreja" se perturba com as decisões tomadas por deputados, senadores e membros do supremo tribunal federal, a maior parte, constatadamente corruptos pelas revelações do ministério público e pelos telejornais!

Cinco membros do supremo tribunal federal "decidiram" que o aborto não é "crime". Deputados federais numa votação vitoriosa pela maioria numa seção ordinária, que fica "legalizado" o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Eu entendo que essas decisões tendem a garantir os direitos e deveres civis dos implicados perante a sociedade, no entanto, não é assim que essa mesma sociedade interpreta?!

continua...

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