segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A "Musical" vai mal!

Estando em São Paulo nesses dias nebulosos e cinzentos, ao andar pelo trânsito congestionado da capital paulista, resolvi ouvir uma emissora evangélica. Sendo um bom caipira do interior e, como de costume, carregamos um sutil sentimento de que os paulistanos evangélicos sempres estão na vanguarda do que há de novo em comparação aos atrasados paulistas interioranos, resolvi ouvir a rádio evangélica "Musical". Afinal, de contas não poderia perder a oportunidade de ajustar o "meu relógio" cultural, intelectual e espiritual com os avançados irmãos evangélicos paulistanos.

Certamente a rádio "mais ouvida" pelo povo evangélico paulistano, me daria um bom banho de atualidades e uma boa alimentação espiritual do Evangelho.

Que decepção...

Um show de horrores...

Me parece, que um tal de "apóstolo" (mais um!) Sérgio Lopes e seus obreiros idiotizados dominam tudo por ali. Sei lá, talvez não tenha ligado o rádio nos horários certos, mas toda hora que eu ligava , tinha um deles por lá glorificando o paipostolo e sua "unção" extraordinária.

É um absurdo como não se fala mais de Jesus por ali!

Alías, vivemos dias de trevas nesse sentido, pois em nada mais se ouve ou se aprende sobre Jesus. A glorificação do homem é estupidamente extravagante.

Nessa onda da renascer, universal, vitoria em cristo, show da fé e poder mundial tudo ficou muito medonho e nebuloso.

Não aguento ouvir mais nomes desses apóstolos, profetas, bispos, ungidos idiotizados pelo povo e para o povo. Não é a toa que a Bíblia diz que a criatura se assemelha ao ídolo que adora.

Depois vem as propagandas e comércio dos produtos e até cursos de teologia à distância. Lamentei profundamente pelo dinheiro do povo e pelo tempo tão precioso desperdiçado num veiculo de comunicação que poderia alcançar tanta gente naquela cidade. Durante o período de tempo que ouvi a "Musical" o festival de bizarrices parecia não ter limites.

Uns obreiros (locutores de terceira) despreparados. Dicção horrível, conjugações verbais inexistentes, revelações da carne misturadas aos re-te-tê do falar em línguas. Desisti daquela emissora.

Me disseram que no meio desse lixo, existem algumas flores de lótus. Pode ser.

Lamentei por que não acertei nem no dia e nem na hora para achá-las.

Reinaldo de Almeida

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