terça-feira, 16 de março de 2010

Quando palavras não dizem nada


Hoje em dia as palavras não valem mais nada. Não dizem mais nada.
As palavras foram esvaziadas de seus conteúdos e dos seus significados.
As palavras dos  homens não tem mais "peso".
Mas elas são muitas.
O interessante é que não faltam "faladores".
E as palavras se multiplicam em suas bocas.

Muito palavrório e muitos faladores, porém, nada!

Muitas palavras e nenhuma ação.

É bonito falar. Mais bonito ainda, quando as palavras são muitas e muito bem faladas. Mas é só isso!
Não falar hoje, é pecado. Fale! Mesmo que suas palavras nada signifiquem.
Tempo de relativização da palavra.


No passado, negócios eram fechados só com poder da palavra, junto com o "fio do bigode" - hoje, necessita - se  de pilhas de papéis contratuais, "reconhecimento em cartório" e ameaças judiciais, e mesmo assim não se garante nada.

Essa falta de compromisso com a própria palavra que se profere foi transferida nas relações pessoais e interpessoais.
Observe a quantidade de livros de auto ajuda e neurolinguistica nas prateleiras das livrarias hoje em dia.
Observe numa reunião, numa convenção, num congresso as conversas nos bastidores e nos corredores onde grupos se reunem e conversam - palavras soltas, elogios vazios, frases efusivas, mas distituídas de significados e verdades.

As palavras perderam o "peso".
São só palavras soltas.
Hoje, palavras são usadas para enganar, para "enrolar", para encher de falsas esperanças; para se livrar da pessoa "chata". Palavras são usadas não para beneficiar e acudir o próximo e sim , pra se safar do destinatário indesejado.

Os tais que fazem uso desse tipo de estratégia, a Bíblia diz que são nuvens sem água, árvore frondosa sem fruto; são cachorros que latem e não mordem.

"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do Juízo; porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado"  - Jesus - (Mateus 12: 36, 37)

Reinaldo de Almeida

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