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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quem é o anjo da igreja?

"O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas." (Apocalipse 1: 20)

A palavra anjo (grego, angelos, literalmente "mensageiro"); um mensageiro que carrega uma mensagem.

Há uma fusão da figura do anjo, como ser enviado por Jesus, em sincronia com a figura de um líder ou ancião numa igreja local. De modo que o termo "mensageiro" bem pode ser aplicado de maneira conjunta, ou seja, no trabalho conjunto do anjo-anjo e do anjo-homem na divulgação do evangelho numa determinada cidade. Observe os textos bíblicos: Galatás 1:8; II Corintios 11:13-15; Malaquias 3:1; Paulo afirma a presença de anjos num culto local em I Corintios 11:10.; A sincronia da presença de anjo-anjo entre os apóstolos na cooperação  mútua entre eles na disseminação do Evangelho era de percepção comum naqueles dias, veja Atos 6:15 (Estevão); 8:26 (Filipe); 10: 3-7 (Cornélio); 12: 7-11 (Pedro); 12:23 (Herodes); 27:23 (Paulo). Essa realidade espiritual deve ser levada em consideração quando lemos que as cartas de Jesus às sete igrejas serão entregues nas mãos dos anjos das sete igrejas das sete cidades. 
Outras realidades históricas devem ser consideradas:


  • 1°As igrejas no Apocalipse não eram denominacionais. A configuração neo-testamentária era muito diferente do que atualmente presenciamos em nossos dias. A igreja não estava dividida em grupos e sub grupos organizacionais da mesma maneira que encontramos hoje. As divisões eram simplesmente uma necessidade geográfica e a unica divisão reconhecida por Jesus ali eram as divisões de localidade  das "pólis", ou seja, das cidades, de maneira que temos ali sete cidades e não sete grupos denominacionais. Esse entendimento é muito importante na análise das implicações da palavra "anjo" nessa porção específica do Apocalipse. Hoje em dia, as igrejas locais numa unica cidade estão divididas em grupos e sub-grupos denominacionais. As pessoas não se reunem em torno da doutrina dos apóstolos e dos ensinamentos de Jesus. A motivação denominacional é por razões várias e não bíblicas o que em muito relativiza a mensagem do "anjo-anjo". O anjo-homem está mais refém da necessidade de obedecer a configuração de sua denominação, do que seguir e obedecer a mensagem do anjo-anjo que atua sobre a cidade.



  • 2° Outra grande diferença, era a ausência de templos como hoje conhecemos e chamamos de "igreja". Na mente de Jesus, igreja é gente, é povo, são pessoas. Os apóstolos também só pensavam em "igreja" dessa forma. A "igreja" então não possuía "templos". O povo se reunia em torno das doutrinas, dos ensinamentos e dos testemunhos dos apóstolos. A comunhão não era coisa de "domingo `a noite". A própria situação histórica de grupo perseguido e marginalizado promovia o amor e a união entre eles.

  • 3° Considere o fato que nos dias de João em Patmos e antes dele não existia ainda um "novo testamento". Eles se serviam dos pergaminhos (que eram caros!), das cartas dos apóstolos que circulavam de cidade em cidade e de algumas versões da biografia de Jesus escrita por alguns apóstolos. Ou seja, a necessidade de "sincronismos" com as realidades espirituais e a busca de uma palavra de revelação que estivesse em acordo com os ensinos dos apostolos justificava o envio das cartas de Jesus às igrejas! Não havia os relativismos denominacionais, doutrinários, culturais e personificantes que existem hoje!
Por isso, quando alguem se auto afirma como "anjo" da igreja pela necessidade de se impor sobre a sua congregação, mais numa perspectiva autoritária do que autoridade espiritual, não sabe o que está fazendo e como está se colocando numa posição perigosa diante de Deus, dos anjos e dos homens.

O sujeitinho sobe num alambrado de madeira ou de tijolos que chama de "púlpito", num salão alugado ou templo de tijolo que chama de "igreja", e que só pelo fato de alguem ou alguma junta pastoral de homens atrelados à interesses de sua denominação o faz "pastor", achar que já é o "anjo" da igreja, é um ser ingênuo ou idiotado! Acha que o seu seminariozinho teológico garante tal posição!

Perdemos muito quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e da vida em Cristo. Prova disso são os seres surtados de auto glorificação que arrebentam que nem pipocas nos púlpitos das igrejas evangélicas hoje! Os caras alugam uma sala de tres metros quadrados e chamam de "Templo dos Anjos" ou "Catedral da Glória de Deus e dos Anjos". Só loucos ou ignorantes para entrar num negócio desses!

Creio que o anjo da igreja do Apocalipse pode ser um ser humano numa junção sincronizada com anjos que estão ligados à Jesus conjuntamente com outros líderes  numa cidade e que tal posição só é possível quando o fluxo da revelação transita entre eles, sabendo das implicações e das realidades espirituais que isso significa. Uma vez que isso não esteja acontecendo, o tal liderzinho perdeu essa prerrogativa! É aí que falta o discernimento dessa igreja que não conhece Jesus e nem a Bíblia!

Que Deus tenha misericórdia de nós, pois os dias são maus e vão piorar nesse sentido!


Outros textos que devem considerados sobre os anjos "mensageiros":


Hebreus 1:7 - eles são "ministros" para o evangelho.


I Pedro 1:12 - anseiam e colaboram com a pregação do evangelho.


João 1: 51 - sobem e descem sobre o Filho do Homem.


Apocalipse 10: 2, 9 - Anjo-anjo e anjo-homem juntos.


Apocalipse 14:4 - O anjo e o Evangelho eterno.


Hebreus 13: 2 - Gente que acolheu anjo.




Conclusão : Não é tão fácil e tão simples assim "virar anjo"!



 
Reinaldo de Almeida

Um comentário:

Ariany disse...

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