sábado, 29 de maio de 2010

Deus ficou louco!

Parece uma declaração absurda.
Um sacrilégio.
Uma blasfemia.
Mas foi isso o que aconteceu!
Pelo menos foi isso o que o apóstolo Paulo disse em sua carta aos Corintios no capitulo dois a partir do verso dezoito.
Deus decidiu entrar numa rota de colisão com os sábios e os inteligentes desse mundo. Ali o filósofo grego foi desprezado, o escriba foi ignorado e o forte foi rejeitado.
A loucura de Deus salvou o homem.


Na mentalidade comum da religião politeísta os deuses gregos, romanos, assirios, babilônicos eram os que aceitavam e esperavam os sacrificios humanos, fossem eles literais ou não, para que pudessem fazer alguma coisa em favor de seus devotos, fossem eles reis ou plebeus.


Para o judaísmo monoteísta, o escriba debruçado sobre o Torá, via na Lei mosaica o único meio de Javé ser agradado; e quão dificil conseguir agradá-lo! É lógico que a Lei havia sido dada por ele (Javé) mesmo, mas então por que tanta indiscrepância da tentativa de obedecê-la e nunca se sentir satisfeito? Ou melhor, por que sempre, no fundo, no fundo, pressentir que a Lei era absolutamente impossivel de obedecer?


Os judeus zelosos da Lei não entenderam nada!
Paulo diz aos Galatas que a Lei nos foi dada como um aio (empregado da casa) para nos conduzir à Cristo.


É difícil de entender isso?


Está bom então...Não é dificil. 
Mas então por que é que os pregadores continuam pregando com o mesmo engano e o povo aplaude?
Ou seja, alguns dias atrás eu vi na televisão, num programa da Igreja Adventista - que por sinal eles maqueiam muito bem o discurso dogmático da necessidade de guardar o sábado com o apelo de que "só Jesus Cristo salva" (contanto que voce guarde a suposta Lei do sábado muito mal intepretada por esses seguidores da falsa profetiza Wellen White!) - dizendo que a famosa sebe (cerca, muro, parede) que Satanás alegou existir na vida de Jó e pela qual o impedia de atacar o patriarca piedoso era a Lei do sábado!


Oras...pode haver discurso tão malfadado quanto esse? Dispensa até uma exegese e uma hermenêutica superficial!
Observei a platéia concordando com aquele gesto afirmativo com a cabeça o tal sermão enquanto o pregador de auditório (Coitado! Um rapaz que quase náo se mexia direito por medo de não desalinhar o cabelo tão bem penteado!) afirmava que a observação do rito cerimonioso e chato do sábado mosaico era a "cerca"de proteção de Jó!!


Paulo disse que a loucura de Deus foi a cruz!
Quando Deus ficou "louco" eu fui salvo!
Quando Deus "surtou" a humanidade foi resgatada!
Paulo disse que esse surto de amor que Deus teve foi um mistério...
Ninguém no cosmo entendeu nada!


Por isso Isaías disse: "desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus além de Ti, que trabalha para aqueles que nele esperam".


Segundo Isaias, é Deus quem trabalhou para nós (na cruz) por nossa salvação.

Fico doido (esse surto meu é outro!) de ver a pateticidade desses pregadores do sábado, do véu, do dizimo, dos batismos, do rito, do culto, da prosperidade, do legalismo, da igreja, do templo, da "doutrina", da ceia, das leis, das quebras de maldicões, das curas "interior", das correntes do 318, do äno apostólico de Pedro, reduzindo a "loucura de Deus" numa mera regra humana a ser seguida!

Loucos são eles de fazerem isso...
Alimentam isso em suas mensagens e pregações!
E o povo aplaude...

Esse cristianismo pagão onde o "deus" desse povo precisa ser o tempo todo e de todos os modos, agradado, chavecado, enganado, iludido, amansado, senão, coitado, fica tristinho, fica mau humorado, fica magoadinho e resolve não abençoar, prosperar, curar e responder a oração de mais  ninguém. 
Cristianismo pagão disfarçado de religão "evangélica". Seja ele sabatista, pentecostal, tradicional, fundamentalista, neo pentecostal, católico, carismático, renovado.

Para Deus, a morte de seu Filho na cruz foi a sua maior loucura de amor.
Para Deus, que é em essência amor, só um gesto assim poderia "despressurizar" Seu coração amoroso.

O amor de Deus foi loucura que nos salvou para sempre.

Reinaldo de Almeida.


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