segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Outro texto mal interpretado...

Leia Atos 5:38,39.
A questão mal entendida do " não toqueis no ungido do Senhor" que tem sido usado por vários "crentes"  que não conseguem  interpretar o texto corretamente dentro de seu contexto histórico e pelo qual tem sido escudo de defesa aparentemente piedoso e bíblico para líderes inescrupulosos na igreja atual, tem sido explicado e repudiado pelos que estudam as Escrituras. Dispensa-se maiores explicações!

O argumento citado acima pelo rabino judeu Gamaliel, quando Pedro e João são apresentados perante o Conselho político/ religioso de Jerusálem é outro texto extremamente usado fora de seu contexto e citado muitas vezes para se defender algum tipo de movimento religioso em nome de Deus, ou seja, "se for de Deus, permanece, se não for,  vai se acabar." Parece tudo muito lógico e certinho. Então, deixa-se quieto, em nome de uma inércia piedosa, ou por falta de coragem de enfrentamento, em outras palavras, pura covardia e ignorância.

Mas vejamos onde está a falácia desse discurso filosoficamente pensado pelo dito cujo rabino e que foi transformado em palavras "inspiradas pelo Espírito Santo" pela igreja evangélica atual:

Primeiro fato: Gamaliel não era "cristão", ou seja, não era discipulo de Jesus. Ele era membro do Conselho político / religioso de Israel. Segundo o apostolo Paulo (Atos 22:3), instrutor de discipulos do farisaísmo. A área dele era os estudos da História de Israel, da Filosofia Judaica e das Interpretações da Lei de Moisés. Esse era o seu background e sua base filosófica de tal argumento. Em outras palavras, o que ele disse não foi inspirado no Espírito Santo e sim com base num testemunho histórico pelo qual ele filosofou tal percepção. Falou como discipulo da Lei Mosaica, da História de Israel e da Filosofia vigente em sua época.

Segundo fato: observe que ele baseia essa argumentação e conselho nas  revoltas e sedições que ocorreram por causa de  líderes  e homens que se levantaram contra o imperialismo militar romano. O que não era o caso a ser julgado naquele momento. Pedro e João pregavam o Evangelho do Reino e não lideravam nenhuma revolta militar armada. Ele aplicou um pensamento lógico em cima de um mover espiritual  que estava além de sua compreensão. Por não fazer parte dos discípulos de Cristo e não possuir a unção do Espírito Santo, sua afirmação era bem humana mas não inspirada.


Terceiro fato: Antes do derramamento do Espírito Santo ocorrido em Atos 2, era comum os judeus fazerem uso de elementos e princípios ensinados no Antigo Testamento. Por causa disso, eles lançaram sorte na escolha daquele discípulo que substituiria Judas o traidor, mas uma vez vindo o Espírito Santo, a base deles agora era a revelação do Espírito ( Atos 8; 10; 13 e 16) e não mais o legado histórico da lei e da sabedoria filosófica de Israel.

E finalmente (acho que é suficiente!): A própria história prova que tal afirmativa está errada!
Quantos "movimentos" políticos e religiosos, cuja motivação é o engano, o poder e o controle malévolo das pessoas e que  tem se perpetuado através dos séculos. Veja o Islã, o Catolicismo Romano, as inúmeras seitas e grupos ideológicos atuais.
A própria ressurreição, supostamente inventada pelos discípulos de Jesus, permanece através dos séculos entre os judeus céticos modernos como sendo mentira. ( Mateus 28:15)

Por isso, me desculpem os atuais discipulos de Gamaliel pela minha aparente pretensão...Mas Gamaliel estava  ( assim como seus atuais discípulos estão) redondamente enganado!

Reinaldo de Almeida.

Um comentário:

Pr. Jorge Rodrigues disse...

Que a graça e paz do nosso Senhor Jesus esteja contigo, passei para dar uma olhadinha no seu blog e convida-lo a visitar o meu:
www.manancialdasaguas.blogspot.com
Fique com Deus
Pr. Jorge Rodrigues