quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Apocalipse - O Invasor Silencioso (4 Parte)

Essa é a quarta parte do nosso estudo (uma série de mensagens que tenho ministrado na estação do Caminho da Graça em Itapetininga - S.P.) do tão temido e confuso livro da Bíblia chamado de Apocalipse, que significa "Revelação". Se o livro indica algo que foi revelado, "tirado o véu", por que lidamos com esse "ômega" do Canon (canonicidade - santidade) sagrado com tanto medo e confusão?

Sempre lidei com o Apocalipse levando em consideração as palavras iniciais de Jesus dizendo que "feliz aquele que lê e felizes aqueles que ouvem as palavras desta profecia, pois o fim está próximo"!
Considero que "o fim está próximo", e  próximo mesmo, se levarmos em conta que o Apocalipse, de fato, começou na crucificação do Messias, quando Jesus deu o grito sufocado de "tetelestai", o grito de "está consumado" (João 19:30), ali começou o Apocalipse! É um enorme engano acreditarmos que o Livro da Revelação são profecias para um futuro muito distante. O Apocalipse se iniciou na Cruz, a dois mil anos atrás - como cantava Raul Seixas - e não no fim dos tempos! Estamos com o pé dentro do Apocalipse e não nos apercebemos disso!

O "está consumado" é um estar consumado mesmo! Depois daquele grito e posteriormente a morte do Messias, a profecia das "setenta semanas (de anos) do profeta Daniel", o Ungido é arrancado (o ato da crucificação) e já não haverá lugar para ele, a cidade (Jerusalém) e o lugar santo (o templo) serão destruídos (e isso iniciou-se quando o general romano, Tito, invadiu a palestina no ano 70 d.C, destruindo a cidade de Jerusalém e o templo), pelo governante que virá (o anticristo), o anjo Gabriel diz "que o fim viria como uma inundação!" (Daniel 9: 26)
É interessante que nos últimos dias do Messias, na véspera da crucificação, quando então se despedia praticamente dos seus apóstolos, Jesus solta uma declaração estranha dizendo que " já não lhes falaria muito, pois o príncipe deste mundo estava vindo" (João 14: 30). É claro que Ele se referia sobre chegada de Satanás, mas implicando nisso, que essa chegada do diabo representava o espírito do anticristo invadindo toda a terra! Em Daniel afirma que o príncipe que há de vir, viria como uma inundação! Há muitos textos proféticos que corroboram o que acabo de descrever, cabe ao leitor identificar isso por si mesmo, mas eu não tenho dúvidas de que o Apocalipse começou na cruz; estamos vivendo apenas uma "sobrevida" de um navio gigantesco que sofreu uma enorme ruptura no casco, cuja casa das máquinas já esta sendo inundada pelas águas, enquanto esse mundo canta e dança (como no filme Titanic), sem perceber que o navio está afundando.
Ali em Daniel 9:26 diz que "guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas." É a nossa época marcada com guerras e catástrofes de todos os gêneros.

Jesus disse em Mateus 24: 4 em diante, até o verso 14, que haveria muitos fenômenos naturais e espirituais que marcariam a sua ausência física na Terra, um período de perseguição, engano e catástrofes; um período de grandes contradições e paradoxos, mas "este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas nações, então virá o fim" (v. 14). Esse texto tem todo o conteúdo de dois mil anos de história humana, nisso, com a presença contraditória da Igreja (pessoas alcançadas com a mensagem do Messias crucificado) e a presença do espírito do príncipe que há de vir - o anticristo - juntos. Esse período seria marcado com a presença de muitos falsos profetas (pregadores e teólogos) negando a encarnação do Messias e sua morte, tanto quanto essa apostasia era um sinal claro do espírito do anticristo que está vindo, e agora já está no mundo! (I João 4:1,2 e 3)
Jesus, Paulo, Pedro, Judas e João disseram que a Igreja (discípulos do Messias) estaria sujeita à presença de falsos mestres, falsos pastores, pregando um falso evangelho. Esse tempo é caracterizado pela convivência do joio e do trigo juntos. Tempo esse que vivemos, que é marcado por um espírito de anti evangelho, que nega (aberta ou sutilmente) as implicações da morte e ressurreição de Jesus Cristo, seja por uma total ausência dessa mensagem, seja por um desvio sutil da mesma.
Na profecia acerca do Messias, o Ungido Jesus Cristo, não há departamentalizações, como temos sidos ensinados erroneamente; não há sistematizações teológicas. A chegada do Reino foi concretizada com a encarnação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.  João, o Batista disse que o Messias vinha com o machado na mão, derrubando a árvore, ajuntando o trigo e queimando a palha. Isso está acontecendo agora, como sempre, desde suas pregações nos dias de sua encarnação até os dias de hoje.

Convém entender isso agora, pois o fim já começou!
continua...
Reinaldo de Almeida 

Um comentário:

Abdul Rauf Khan disse...

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